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mas ele está:
do meu ladinho, se esvaziar, á porque eu consumi.
underwear:
pra que?
posição:
a elasticidade é o limite
não fosse a menstruação:
minha vida seria um sitcom
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12.7.07
5:21 PM:
Quando inventei que queria dar aulas, foi por pura inconsequência. Só pelo gostinho do desafio. Me sinto bem quando me jogo em alguma coisa totalmente desconhecida e consigo me dar bem, ou pelo menos me virar.
Dar a cara pra bater e assistir aos meus próprios tropeços. Pensando bem, parece vício. Vício em correria, necessidade de estar tão ocupada que não dá tempo nem de lembrar quem você é. Eu não sei se eu deveria fazer essas análises assim em público, mas enfim...alguém vai me internar?
Ok. Isso não me leva a nada. Assim que eu me sinto segura em qualquer função eu já não vejo a hora de me enfiar em qualquer outra coisa que eu nunca tenho feito. Ainda não sofro as consequências, apesar de já ter a consciência do que isso pode fazer comigo daqui para frente. Vamos deixar as coisas como estão por enquanto. Quando eu tiver 50 anos eu começo a me odiar.
Estou no meio de uma aula agora. Em silêncio. Dia de prova. O silêncio só acaba quando alguém vira uma folha, derruba uma borracha ou dá uma fungada. Ainda agora, depois de um ano e meio dando aulas, eu ainda sou pega desprevinida por algumas perguntas que eu já deveria saber e não sei. Também acabo descobrindo que sei mais do que imagino.
Dar aulas também vicia.
A parte boa e a parte ruim de dar aulas é a mesma. Todo dia dar bom dia, boa tarde e boa noite para mais ou menos umas cem pessoas que entram na mesma sala que você e ficam te olhando e esperando que você fale alguma coisa que os surpreenda.
Terrível! E ótimo! Trinta anos de terapia talvez tivessem a mesma função na minha vida pra que eu conseguisse descobrir sobre mim tudo o que eu descobri nesses últimos meses.
Claro que muitos dos defeitos que eu consegui reconhecer em mim eu ainda nem consegui amenizar. Falta de paciência pra mim ainda é que nem fome, aparece de três em três horas durante o dia e nem sempre contar até dez adianta. Você acaba explodindo.
Final de semestre. Notas, lições, chefe, alunos, pais de alunos, os meus pais.
+grito+
Hoje eu sou o demônio.
Já me peguei sendo a professorinha amarga algumas vezes. Já perdi a paciência com algumas pessoas por aqui. Já fui rude sem motivo e com motivo. Bem rude. Bizarro me pegar nervosa porque o adolescente lá não entrega nunca as lições.
Bizarro perceber que agora você não é mais a adolescente que não entrega as lições, agora você é a professora chata que se irrita com isso. Acho que foi isso que me irritou hoje.
Dói cair do cavalo. Não se iluda dizendo que você não vai se tornar seu próprio pai quando ficar velho porque você tem senso crítico. Ou pelo menos mais senso crítico do que ele. Bobagem.
Existe um portal dimensional que liga o palco do domingo legal às lojas de cd´s meia-boca do tatuapé. Ai você sai super zen depois de ter chorado todas as suas mágoas para a terapeuta, e, no carro, volta cantarolando:
"Chega pra cá, meu bem, que eu vou te ensinar, a nossa dança - do - Estado do Pára..."
De repente um silêncio. *pensando* Quantos anos ainda? */pensando*.
Eu acabo de ouvir de alguém a desconcertante expressão: "Sou da paz, voto não". Claro que a agonizante conversa era sobre o referendo. Sinceramente, eu não tenho energia pra tentar mostrar a minha opnião pra alguém que acredita em uma incoerência desse tamanho e tem coragem de repetir esse bordão sem cair na risada de perceber o ridículo do que está dizendo.
Vote sim, vote não, não é isso que importa. Mas se você for votar não, tenha colhões pra dizer que vota assim porque teria estômago pra atirar em alguém se fosse necessário.
Pelo amor do suposto Deus, não me venham mais com teorias da conspiração, a Globo, o governo, paranóias de cidadão de bem, cidadão da ordem e a gasta idiotice de que as pessoas de bem têm o direito de se defender. Defender-se com uma arma é atacar também, não? Se eu atirar em alguém eu também me torno assassina.
Eu realmente não devia, mas fico frustrada por não achar ninguém por perto que concorde comigo pelo menos nesse assunto. É impressionante demais que alguém mande spams com campanhas medíocres contra o desarmamento. Pergunta se isso não é digno de estar em um texto cômico: "Hitler era contra o desarmamento. E vc?"
HITLER ERA CONTRA O DESARMAMENTO!!!!!!! QUE INFORMAÇÃO É ESSA?!!!!!?
Porque é tão difícil perceber o absurdo das coisas?????????
Tem aquelas pessoas que só sabem andar grudadas na bunda do carro dos outros com cara de saco cheio esperando um motivo pra meter a mão na buzina.
Quem buzinou porque estava estressado ficou aliviado. Quem estava calmo e levou uma buzinada estúpida na orelha ficou puto e vai buzinar na orelha de alguém.
Fui ler o BUADA, foi uma bobeira boa esse blog. Foi bizarra a repercussão. André Fischer citou os BUADAs como se fosse algo sério.
De repente todo mundo queria camiseta. De repente tem uma comunidade BUADA no orkut com um zilhão de pessoas que eu nem conheço, que eu até desisti de tentar entender o que elas escrrevem por lá. Já virou outra coisa.
A comunidade é estranha pra mim, mas o blog ainda me diverte. Olha o que eu acabei de ler...
"Queridos amigos do BUADA,
Eu acho que tenho um problema. É normal ter ciúmes de coisas inanimadas, tipo o Playstation do meu fofucho? Me ajudem?!
Sempre que ele olha pra aquela coisa e deixa de olhar pra mim, eu tenho vontade de...de...lágrima (de ódio, claro).
Me ajudem?
Ass: Louco de amor."
Querido amigo,
Antes de tudo, calma. Muita calma. Que mal tem de repente vc ter que dividir o seu fofucho com o Playstation dele? Nenhum.
Eu, por coincidência tenho uma simpatia que serve exatamente pro seu problema. É assim:
Pegue uma panela grande, daquelas de feijoada mesmo. Encha-a de água. Pegue um Playstation e mergulhe-o na panela. Misture tudo muito bem na água fervendo por uns trinta minutos. Misture com gosto!
Bata no peito mais forte e diga em voz alta por três vezes consecutivas: "Eu sou o ILÊ!
E pronto. Está feita a simpatia.
Bom, depois, se você por algum acaso decidiu usar o Playstation do Fofucho pra simpatia, eu recomendo que vc seque bem o vide-game, conecte-o a TV novamente e seja totalmente sincero depois dizendo a ele que vc, logicamente nao tem nada a ver com o fato da maquininha nao querer funcionar e estar com um novo look "tomate seco version" todo deformado.
Afinal de contas, pra quê criar problemas, não é mesmo?
Se o video-game insistir em funcionar, vc pode sutilmente derrubar a televisão em cima dele. Se ele ainda funcionar, daí vc pisa em cima, pisa de novo, pega o picador de gelo e fura e fura E FURA E FURA.....
ai...hum-hum...perdão.
Enfim, é isso. Aposto que depois dessa simpatia vc vai sentir-se bem mais leve.
Beijos a todos. Um dia de cada vez.
Haha, bons tempos esses de vinho e conversa fiada lá naquela vilinha na Vila Mariana.